Bill e Tom Kaulitz – Entrevista para Revista Capricho (Brasil)
Prontos para lançar o novo CD do Tokio Hotel, os gêmeos Tom e Bill Kaulitz revelaram seus maiores segredos em entrevista exclusiva para a CAPRICHO. Descobrimos que Tom não consegue namorar a mesma garota por muito tempo e que o Bill já ficou com um cara. E você achava que o som deles que fazia barulho...
Fato: os caras do Tokio Hotel são tipo os presidentes da Alemanha. Fundadores da banda aos 12 anos, os gêmeos Bill e Tom Kaulitz acabam de completar 20. Como a data era especial, os dois decidiram fazer uma festinha e FECHARAM UM PARQUE DE DIVERSÕES SÓ PRA ELES! Uau. A dupla passou um dia no Heide Park, um dos maiores da Alemanha, com amigos e familiares. Modesto, vai. Pelo menos pra quem vendeu 5 milhões de CDs só na terra natal e se prepara para lançar o terceiro álbum de inéditas, Humanoid, agora, em outubro. Em entrevista para a CAPRICHO, os irmãos não enrolam para responder nada. Falaram a verdade, somente a verdade. A gente até desconfiou que era verdade de mais.
Vocês estão felizes com o novo CD? Bill:estou superfeliz, principalmente porque a gente passou um ano compondo, produzindo e gravando as músicas. Está perfeito.
Não era para o CD sair em maio? Tom:era o que a gravadora queria, mas a gente não tinha definido uma data.
Vocês não tiveram medo de ficar muito tempo fora da mídia? Tom:não porque tínhamos que trabalhar muito. Não ficamos curtindo. Bill:depois do último álbum, nós não tivemos férias. A gente tentou não aparecer muito, se afastar um poço.
Por quê? Bill:eu já estava enjoado de ver minha cara e ouvir meu o nome. Eu pensava: “Pessoal, gritem o nome de outro cara”. Queria sossego, mas sempre acontecia alguma coisa.
Tipo os franceses que seguiram vocês. (a banda foi perseguida por garotas em abril e Tom foi acusado de agredir uma delas) Bill:exatamente. Não dá para controlar. Tom:havia a pressão de mídia, mesmo quando a gente não queria aparecer.
Teve gente que disse que o episódio era propaganda do TH. Bill:garanto que a gente não planejou nem encenou isso. A verdade é que é praticamente impossível ter privacidade.
Não dá pra ter vida particular? Bill:não. O único momento em que estamos sozinhos é no carro. É a ultima pontinha de liberdade que nos restou. Tom:eu gostaria que fosse possível ter na Alemanha vidros escuros no carro para ninguém nos ver.
Que triste, meninos... Bill:é mesmo. No ano que passamos gravando, percebemos o que deixamos para trás. Mas, mesmo que a gente tivesse que escolher, faria tudo de novo. Não podemos ter tudo. Também recebemos muito em troca. Às vezes, estou cantando e penso: “E ainda me pagam pra fazer isso”. Fico feliz.
O que vocês fazem quando não estão trabalhando? Bill:eu trabalho. Eu e o Tom achamos engraçado quando dizem que somos produzidos, manipulados. Temos nossa equipe, mas eu o Tom fazemos tudo. Tom:as dez pessoas da nossa equipe trabalham só com a nossa banda. Bill:nós dois criamos o Tokio Hotel e não delegamos a ninguém as decisões que dizem respeito à nossa banda.
De onde veio a ideia para compor o primeiro single, Automatic? Bill:estava dirigindo. Daí, percebi que tudo é automático. Acho isso bom. Só o amor não pode ser automático.
Vocês acham que as relações estão indo para esse caminho? Tom:sim, eu não me imagino com a mesma pessoa por muito tempo. Por exemplo, não me vejo morando junto com uma mulher.
Não mesmo? Bill:eu sim. Tom:eu, não. Acho que me acostumo rápido com a pessoa e fica chato. Mas acho romântico quem consegue. Bill:não pode virar rotina, mas eu acredito que dá para viver junto.
Você é o mais romântico? Bill:sim, se eu estiver apaixonado, pra mim tanto faz. Daí eu pego as minhas coisas e vou morar com a pessoa. Tom:deixa pra lá, Bill. Vamos passar a vida toda juntos. (risos) Bill:tudo bem,mas daí a gente tem que pôr uma porta de correr na nossa casa. Em um canto, vivo com a minha namorada e, no outro, você.
Vocês dividem uma casa? Bill:sim, a gente não consegue se separar. Cada um tem o seu banheiro e o seu quarto, mas passamos o dia juntos.
Bill, você está apaixonado? Bill:não, mas gostaria muito de estar. E isso é provavelmente a ultima coisa que vai acontecer na minha vida...
Como assim? Bill:quando saio, as pessoas veem o Bill Kaulitz. Vejo as notas de dólares passando pela cabeça delas. E elas me oferecem algo, tipo, um estilista que quer que eu use a roupa dele. É nojento! Tom:a gente não fez nenhuma amizade nos últimos quatro anos. Não dá pra confiar em ninguém logo de cara. Bill:onde é que vamos encontrar a mulher dos nossos sonhos? Quando vou poder passar meu celular na balada?
É que, Bill, muita menina acha que você prefere meninos. Bill:quem não me conhece fica com essa dúvida. Maquiagem, caras e bocas. Aí pensam: “Com certeza, ele é gay!”
Te incomoda? Bill:Não, não me incomoda. Sempre foi assim, a minha vida inteira. Na escola, não era diferente. Tom:raramente as garotas acham que o Bill é gay. Sempre choveu na horta dele. São os homens que acham que ele é gay. Bill:e muitos caras se sentem humilhados quando eu consigo uma garota e eles não. Porque eu sou tão poço masculino.
Os homens te xavecam? Bill:é muito raro.
Eles teriam alguma chance com você? Bill:não, meu negócio é mulher. Já tive um lance com um menino, quando mais novo, depois, nunca mais.
E você não teve vontade? Bill:até agora não senti nenhum interesse nessa direção. (risos)
Como seria a garota ideal para você? Bill:eu preciso saber e sentir que ela não vai me decepcionar ou me trair. Tom:você tem essa sensação de conhecer a garota há um tempão, apesar de tê-la encontrado só agora.
Vocês se imaginam casando? Tom:acho legal, mas não me imagino no meu casamento. Bill:se eu achar minha cara metade, vou querer me casar.
Como foi completar 20 anos? Bill:no sentimos mais velhos porque começamos a trabalhar com 15 anos. Tom:fazer 20 é bem legal, mas não vejo a hora de chegar aos 21. Nos EUA, temos um problema porque lá só se pode comprar bebida alcoólica com 21.
Com o que vocês gastam o dinheiro que ganham com a banda? Bill:quem quer ser rico tem que virar jogador de futebol. Já se especulou muito quanto a gente ganha. Dos 30 euros que custa um ingresso, eu ganho uma parte bem pequena. E também temos nossas despesas. Por exemplo, a gente acabou de gravar o clipe de Automatic na África do Sul com nosso próprio dinheiro. Tom:eu não compro tudo que eu quero. Bill:nós ainda não compramos casa nem iate. Moramos de aluguel.
______________________________________________________________ Gostaria apenas de fazer um breve comentário sobre a matéria. Não quero bancar uma de ingrata, pois afinal esse era o grande desejo de todas as fãs brasileiras do TH, vê-los na capa da Capricho que é uma das revistas teens mais importantes do país; mas a redação cometeu algumas gafes. O fato de estarem fazendo uma entrevista baseada no novo CD do TH, e usarem fotos antigas para a matéria, e também por em nenhum momento mencionarem o nome do Brasil. Acho que perguntas do tipo: - Há previsão do Tokio Hotel fazer shows no Brasil nessa nova turnê? - O que vocês ouvem falar sobre o Brasil? Tem vontade de conhecer? Em fim, falto muita pergunta boa, mas essas duas seriam indispensáveis! Seria ótimo saber o que vocês acharam, deixem sua opinião!